domingo, 6 de outubro de 2013

LOGÍSTICA REVERSA DO ÓLEO DE COZINHA USADO
   
Antonio Carlos Miguel[1]
Débora M. Bueno Franco[2]
 
 
Resumo: Este estudo tem por objetivo demonstrar os benefícios que o correto descarte do óleo de cozinha usado traz ao meio ambiente e ao ser humano, descrevendo sua logística reversa e apresentando os principais projetos que usam este tema como ferramenta de conscientização da população. O correto descarte do óleo de cozinha usado faz com que seja agregado valor econômico a este agente altamente poluidor através de seu reaproveitamento como matéria prima na fabricação de vários produtos entre eles o biodiesel uma energia renovável, o sabão em pedra artesanal e diversos tipos de ração animal.
 
Palavras-Chave: Logística reversa. Óleo de cozinha usado. Sustentabilidade.
 
 
Abstract: This study aims to show the benefits that the correct disposal of used cooking oil brings to the environment and to human beings, describing their reverse logistics and showing the main projects that use this theme as a tool for raising awareness of the population. The correct disposal of used cooking oil makes it the aggregate economic value this highly polluting agent through its reuse as a raw material in the manufacture of various products including biodiesel a renewable energy, artisan stone SOAP and various kinds of animal feed.
 
Key-words: Reverse logistics. Used cooking oil. Sustainability
 
1             INTRODUÇÃO
 
Diante da rápida evolução global, grande aumento da população e o desenvolvimento tecnológico, observa-se uma necessidade da conscientização dos cidadãos ao correto descarte de substâncias prejudiciais ao meio ambiente.
O aparecimento de materiais de custo mais baixo, propiciam as pessoas, melhores condições de consumo, aumentando a necessidade de descartar esses materiais, sendo que o ciclo de vida destes está cada vez menor. Uma ferramenta que se torna muito útil e que alguns estudos apontam como muito rentável é a logística reversa, conhecida também como reciclagem.
Segundo LEITE (2003) a logística reversa como área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo das informações correspondentes ao retorno de bens de pós venda e pós consumo, ao ciclo produtivo por meio de canais de distribuição reversos.
 De acordo com ITABORAHY (2002) reciclar é dar nova vida aos materiais, a partir da reutilização de sua matéria-prima, para fabricar novos produtos.
O óleo de cozinha utilizado em bares, restaurantes, comércio em geral e em nossas residências, quando descartado de forma incorreta, pode trazer danos significativos ao meio ambiente, como a impermeabilização do solo, causando enchentes, entupimento de ralos e canos, contaminação dos lençóis freáticos.
Sendo assim, este estudo tem objetivo demonstrar os benefícios da reutilização do óleo de cozinha saturado, como fonte de energia renovável, ajudando a sustentabilidade, aumentando a geração de renda, sobre tudo diminuindo os impactos ambientais. Para tanto foram propostos alguns objetivos específicos:
  1. Descrever a logística reversa do óleo de cozinha usado.
  2. Apresentar alguns projetos de reciclagem do óleo de cozinha saturado.
  3. Apresentar os principais benefícios do correto descarte do óleo cozinha usado.
Este estudo tem por importância principal o uso do tema como ferramenta de conscientização para diminuição significativa dos impactos causados pelo errado descarte do óleo de cozinha usado, possibilitando uma melhor qualidade de vida as gerações futuras.
Os projetos que tem por objetivo dar uma destinação correta a este resíduo extremamente prejudicial ao meio ambiente são muito importantes, pois ajudam a garantir um planeta mais limpo as futuras gerações. Estes projetos destinam o óleo de cozinha usado a vários fins. A produção de biodiesel uma energia renovável, a produção de diversos tipos de rações animais, o feitio de sabão em pedra artesanal são belos exemplos.
 
2             LOGÍSTICA REVERSA
 
Nos tempos atuais pesquisa-se muito sobre Logística Reversa, há muitas definições sobre este termo. Segue algumas definições entendidas como mais relevantes:
Entendemos então que o conceito de Logística Reversa como uma das áreas da logística empresarial engloba o conceito tradicional de logística, agregando um conjunto de operações e ações ligadas, desde a redução de matéria prima primária até a destinação final correta de produtos, materiais e embalagens com o seu consecutivo reuso, reciclagem e/ou produção de energia. (HUGO FERREIRA BRAGA TADEU [ET AL.], 2012, p.14)
“Logística reversa é um amplo termo relacionado às habilidades e atividades envolvidas no gerenciamento de redução, movimentação e disposição de resíduos de produtos e embalagens”. (Council of Logistics Management – CLM, 1993, s.p.).
Em Rogers e Tibben-Lembke(1999, p.2) a Logística Reversa é definida como:
Processo de planejamento, implementação e controle da eficiência, do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques de processo, produtos acabados e as respectivas informações, desde o ponto de consumo até o ponto de origem, com o propósito de recapturar valor ou adequar o seu destino.
FILHO; BERTÉ, (2009), apud RLEC, (2003), afirma que os produtos podem, após consumo, ser direcionados para uma nova cadeia produtiva, assim sendo transformados em novas matérias primas como é o caso de pneus, garrafas pet e óleo de cozinha.
Pode ainda ser incluída na logística reversa, a destinação correta de materiais retornados a remanufatura e recondicionamento de produtos, assim como a reciclagem, tratamento de produtos perigosos e também a recuperação de recursos.
 
2.2         LOGÍSTICA REVERSA DO ÓLEO DE COZINHA USADO
 
O óleo de cozinha usado quando retornado ao processo produtivo como nova matéria prima, agrega valor econômico ao produto. Diminui o custo. Mas para que o seu retorno seja feito, é necessário a otimização de toda cadeia logística, seguindo algumas etapas: Acondicionamento, coleta, armazenagem e movimentação.
O acondicionamento do óleo de cozinha usado deve ser em garrafas pet (em caso de residências) e em bombonas de plástico (tambores que podem ser de 20 ou até 50 litros, encontram-se nos postos de coleta), sendo eles adaptados para retirada por mangueiras de sucção.
A coleta desse óleo é feita por veículos tanque, adaptados com bombas para mangueira de sucção para retirada do óleo das bombonas, fazendo uma rota pré-definida aos postos de coleta.
A armazenagem do óleo coletado é feita em tanques de maior volume de estocagem dependendo da estratégia definida pela equipe. Este óleo pode ser descarregado e armazenado em tanques em local pré-definido atendendo todos os requisitos necessários estabelecidos em lei e atendendo todas as políticas de segurança, ou sendo também descarregado e armazenado diretamente ao cliente final, lugar este onde ele será matéria prima novamente.
A movimentação deste produto geralmente é feita em garrafas pet até os postos de coleta, onde é acondicionado nas bombonas. A partir dos postos de coleta é utilizado caminhões tanque para a movimentação.
Veja abaixo na figura 1 um exemplo de posto de coleta, onde mostra a armazenagem do óleo coletado nas bombonas.
 
Figura 1: Posto de Coleta Reciclagem de Óleo de Cozinha usado Projeto Perpetóleo,                     Fonte: http://perpetóleo.blogspot.com.br
Segue fluxograma demonstrando as etapas da logística reversa do óleo de cozinha usado:
 
Seguindo o pensamento que o óleo de cozinha retorna como matéria prima para fabricação de outros produtos, podemos observar o biodiesel uma energia renovável, que usa em sua composição em média 70% de óleo de cozinha usado, temos também o sabão em pedra artesanal, a fabricação de rações animais que usam o óleo de cozinha usado como uma das matérias primas essenciais para sua transformação.
 
3             PROJETOS DE RECICLAGEM DO ÓLEO DE COZINHA USADO
 
3.2         PERPETÓLEO
O Projeto perpetóleo nasceu no ano de 2011, juntamente com a campanha da fraternidade, onde seu lema era FRATERNIDADE E VIDA NO PLANETA, este projeto é mantido pelo centro redentorista de ação social do Santuário do Perpétuo Socorro, localizado no Bairro Alto da Glória em Curitiba/PR.
Este projeto é totalmente sem fins lucrativos, onde toda receita é revertida para ações sociais e de evangelização. Atualmente com o valor arrecadado o projeto perpetóleo mantém uma chácara de reabilitação para dependentes químicos.
O projeto tem vários postos de coleta espalhados por toda cidade de Curitiba e região metropolitana. Todo óleo coletado é repassado para usinas de biodiesel e indústrias que fabricam rações animais.
Abaixo, figura 2, banner do projeto perpetóleo.
 
Figura 2: Banner Projeto Perpetóleo,                           Fonte:http://perpetóleo.blogspot.com.br
 
3.3         UTFPR – MEDIANEIRA/PR
A Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus de Medianeira/PR, tem um programa de reciclagem de óleo de cozinha, em conjunto com a ASSAMA – Associação dos Agentes do Meio Ambiente, este projeto tem por objetivo principal o incentivo aos moradores da cidade ao correto descarte do óleo de cozinha usado, evitando a poluição e ajudando a preservação do meio ambiente. Este projeto tem como postos de coleta colégios estaduais do município, supermercados e secretárias municipais.
O material recolhido será encaminhado para a produção de sabão em pedra e biodiesel.
 
3.4         ECÓLEO
Ecóleo teve seu nascimento em Janeiro de 2007, com sua fundadora a Sra. Célia Marcondes, onde ela lançou um programa de coleta de resíduos de óleo de cozinha usado, este serviço era feito porta a porta, na região de Cerqueira Cesar na cidade de São Paulo.
Para que sua ideia fosse disseminada convidou a SABESP ( Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) e a Secretaria do Verde e de Meio Ambiente, que apoiaram esta ação. Assim aumentou-se a divulgação do programa, e Célia Marcondes passou a ser procuradas por várias cidades, querendo que sua ideia fosse implantada.
O programa Ecóleo ultrapassou as barreiras municipais e estaduais e hoje atua no âmbito nacional, e representa entidades em todo território brasileiro. Hoje conta com 12 empresas associadas coletando e beneficiando o óleo coletado em mais de 60 municípios de São Paulo, gerando 1200 postos de trabalho direto e aproximadamente 800 indiretos. Só na grande São Paulo as entidades já recolhem mais de 2.600.000 ( Dois milhões e seiscentos mil litros) de óleo vegetal usado.
Figura 3, como funciona o projeto Ecóleo.
 
 
4             PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO DESCARTE CORRETO DO ÓLEO DE COZINHA USADO
 
Muito se fala sobre a reciclagem, mas quando ela é feita da forma correta, traz inúmeros benefícios ao meio ambiente e também para o ser humano.
A vida moderna ajuda as pessoas a se acomodarem, assim, fazendo uso exagerado dos recursos naturais disponíveis.
Neste estudo, observamos que o óleo de cozinha usado é um agente altamente poluidor do meio ambiente, e que se for descartado corretamente pode virar matéria prima para a fabricação de outros produtos, sendo assim vamos falar um pouco sobre os principais benefícios de seu correto descarte.
Geração de emprego e renda, pois é preciso a mobilização de pessoal para fazer a coleta e mão de obra nas fábricas que fazem a transformação deste resíduo.
Fonte de energia renovável, o que o óleo de cozinha usado é o insumo principal para a fabricação do biodiesel uma energia renovável, assim ajudando na diminuição de emissão de CO2 (gás carbono) na atmosfera.
Diminuição significativa dos impactos ambientais causados por contaminação, sabendo que o óleo jogado no solo causa impermeabilização, uma das principais causas de enchentes nas grandes cidades, e estudos apontam que 1 litro de óleo pode contaminar até 1.000.000 (um milhão de litros) de água.
Redução de custo com tratamento de água e manutenção das redes de esgoto, diminuindo a contaminação, consequentemente reduz os custos com tratamento e manutenção corretiva.
Melhor qualidade de vida, através das melhores condições ambientais pelo correto descarte do óleo de cozinha usado.
 
5             RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL
 
A responsabilidade socioambiental nada mais é do que desenvolver trabalhos com objetivos voltados ao desenvolvimento social e econômico, diretamente relacionado com a satisfação garantida da comunidade envolvida, atendendo aos requisitos sociais, econômicos e culturais.
Nos dias atuais, cada vez mais os investidores vem sendo atraídos pelas tecnologias limpas e projetos com desenvolvimento sustentável, portanto tornou-se o foco principal de muitas empresas. Pesquisas apontam que 90% dos consumidores tendem a optar por empresas que tem melhor reputação quanto a responsabilidade social, além disso 54% dessas pessoas pagariam mais caro por um produtos que apoiam uma causa na qual eles se preocupam, 66% mudariam de marca para apoiar essa causa. (Pride, Ferrel, p.78).
O termo marketing social apareceu pela primeira em 1971, para descrever o uso de princípios e técnicas de marketing para a promoção de uma causa, idéia ou comportamento social. Desde então, passou a significar uma tecnologia de gestão da mudança social, associada ao projeto, implantação e controle de programas voltados para o aumento da disposição de aceitação de uma idéia ou prática social em um ou mais grupos de adotantes escolhidos como alvo. (KOTLER, Philip e ROBERTO, Eduardo,1992, p.25)
Os empresários que fazem parte de projetos voltados a responsabilidade socioambiental usam o marketing social como ferramenta de destaque no mercado, levando vantagem competitiva, mostrando aos seus clientes sua preocupação com a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida para as gerações futuras, sendo uma excelente estratégia para sua gestão.
 
6             considerações finais
 
Conclui-se neste estudo que com a evolução global a vida útil dos produtos esta cada vez menor, e a população está se acomodando com a modernidade que as novas tecnologias trazem.
Por outro lado percebe-se que há o surgimento de vários programas voltados a sustentabilidade, no qual estão sendo bem aceitos pela sociedade e as empresas.
Sendo assim, o meio corporativo vem se adequando a essa nova realidade, aparentando mudanças de foco e utilizando de ferramentas como o marketing social para obter vantagem competitiva. As empresas vêm se mostrando interessadas em como fazer o descarte de forma correta de seus resíduos.
 
REFERÊNCIAS

CLM – Council of Logistics Management. Reuse and Recycling Reverse Logistics;
FILHO, Edelvino Razzolini, BERTÉ,Rodrigo. O Reverso da Logística e as questões ambientais no Brasil. Curitiba: IBPEX,2009.
ITABORAHY, L. Educação ambiental e conscientização comunitária. ET. AL. Porto Trombetas: FVT, 2002.
KOTLER, Philip e ROBERTO, Eduardo. Marketing Social: Estratégias Para Alterar o Comportamento Público Rio de Janeiro, Campus, 1a. ed., 1992.
PRIDE, Willian M., FERRELL, O. C. Marketing conceitos e estratégias. 11º Ed. Rio de Janeiro. LTC.
ROGERS, Dale S.; Tibben-Lembke, Ronald S. Going Backwards: Reverse Logistics Practice; IL: Reverse Logistics Exectuve Council, 1999.
STOCK, James R., Development and Implementation of Reverse Logistics Programs, Oak Brook, IL: Council of Logistics Management; 1998.
TADEU, Hugo Ferreira Braga... [ET AL.]. Logística Reversa e Sustentabilidade -– São Paulo: CENGAGE LEARNING, 2012.
http://perpetóleo.blogspot.com.br Disponível em: 16/03/2013.
http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR11_0543.pdf Disponível em: 14/04/2013.
http://www.ecoleo.org.br/Nossa_historia.html Disponível em: 17/05/13
http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-logistica-reversa/ Disponível em: 14/04/2013.
http://www.scielo.br/pdf/gp/v13n3/05.pdf  Disponível em 16/03/2013.
http://www.scielo.br/pdf/gp/v19n3/01.pdf Disponível em 16/03/2013.
http://www.utfpr.edu.br/medianeira/estrutura/assessorias/ascom/noticias/acervo/campus-medianeira-lanca-programa-de-reciclagem-de-oleo-de-cozinha Disponível em: 16/05/2013.

[1]  Aluno do curso de Pós Graduação MBA em Gestão Avançada de Empresas da FACEAR/CEET/ICEET; E-mail: acmiguell@hotmail.com
[2]  Orientadora do curso de Pós Graduação em MBA em Gestão Avançada de Empresas da FACEAR/CEET/ICEET


Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/logistica-reversa-do-oleo-de-cozinha-usado/113547/#ixzz2gyWZtaFx

domingo, 22 de setembro de 2013

Desafios Ecológicos do Fim do Milênio
Leonardo Boff

O bem-estar não pode ser só social, tem de ser também sociocósmico" Leonardo Boff.
 
Ernst Haeckel, biólogo alemão (1834-1919), criou em 1866 a palavra ecologia e definiu o seu significado: o estudo do inter-retrorelacionamento de todos os sistemas vivos e não-vivos entre si e com seu meio ambiente. De um discurso regional como subcapítulo da biologia, passou a ser atualmente um discurso universal, quiçá de maior força mobilizadora na virada do milênio.
Na pletora de propostas, queremos apresentar, como numa leitura de cegos, os elementos mais relevantes da discussão atual.
Ela se dá em quatro grandes vertentes: a ecologia ambiental, a ecologia social, a ecologia mental e a ecologia integral.
 
Ecologia ambiental
Esta primeira vertente se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.
Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.
 
Ecologia social
A segunda _a ecologia social_ não quer apenas o meio ambiente. Quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.
A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.
Mas o tipo de sociedade construída nos últimos 400 anos impede que se realize um desenvolvimento sustentável. É energívora, montou um modelo de desenvolvimento que pratica sistematicamente a pilhagem dos recursos da Terra e explora a força de trabalho.
No imaginário dos pais fundadores da sociedade moderna, o desenvolvimento se movia dentro de dois infinitos: o infinito dos recursos naturais e o infinito do desenvolvimento rumo ao futuro. Esta pressuposição se revelou ilusória. Os recursos não são infinitos. A maioria está se acabando, principalmente a água potável e os combustíveis fósseis. E o tipo de desenvolvimento linear e crescente para o futuro não é universalizável. Não é, portanto, infinito. Se as famílias chinesas quisessem ter os automóveis que as famílias americanas têm, a China viraria um imenso estacionamento. Não haveria combustível suficiente e ninguém se moveria.
Carecemos de uma sociedade sustentável que encontra para si o desenvolvimento viável para as necessidades de todos. O bem-estar não pode ser apenas social, mas tem de ser também sociocósmico. Ele tem que atender aos demais seres da natureza, como as águas, as plantas, os animais, os microorganismo, pois todos juntos constituem a comunidade planetária, na qual estamos inseridos, e sem os quais nós mesmos não viveríamos.
 
Ecologia mental
A terceira, a ecologia mental, chamada também de ecologia profunda, sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.
Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.
Não há isso de alguém ser rei/rainha e considerar-se independente sem precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e em todas as circunstâncias. O ser humano esquece esta realidade. Afasta-se e se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas, numa imensa comunidade planetária e cósmica. Importa recuperarmos atitudes de respeito e veneração para com a Terra.
Isso somente se consegue se antes for resgatada a dimensão do feminino no homem e na mulher. Pelo feminino o ser humano se abre ao cuidado, se sensibiliza pela profundidade misteriosa da vida e recupera sua capacidade de maravilhamento. O feminino ajuda a resgatar a dimensão do sagrado. O sagrado impõe sempre limites à manipulação do mundo, pois ele dá origem à veneração e ao respeito, fundamentais para a salvaguarda da Terra. Cria a capacidade de re-ligar todas as coisas à sua fonte criadora que é o Criador e o Ordenador do universo. Desta capacidade re-ligadora nascem todas as religiões. Precisamos hoje revitalizar as religiões para que cumpram sua função religadora.
 
Ecologia integral
Por fim, a quarta - a ecologia integral - parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.
 
Uma visão libertadora
A ecologia integral procura acostumar o ser humano com esta visão global e holística. O holismo não significa a soma das partes, mas a captação da totalidade orgânica, una e diversa em suas partes, mas sempre articuladas entre si dentro da totalidade e constituindo esta totalidade. Esta cosmovisão desperta no ser humano a consciência de sua funcionalidade dentro desta imensa totalidade. Ele é um ser que pode captar todas estas dimensões, alegrar-se com elas, louvar e agradecer aquela Inteligência que tudo ordena e aquele Amor que tudo move, sentir-se um ser ético, responsável pela parte do universo que lhe cabe habitar, a Terra.
Ela, a Terra, é, segundo notáveis cientistas, um superorganismo vivo, denominado Gaia, com calibragens refinadíssimas de elementos físico-químicos e auto-organizacionais que somente um ser vivo pode ter. Nós, seres humanos, podemos ser o satã da Terra, como podemos ser seu anjo da guarda bom. Esta visão exige uma nova civilização e um novo tipo de religião, capaz de re-ligar Deus e mundo, mundo e ser humano, ser humano e a espiritualidade do cosmos.
O cristianismo é levado a aprofundar a dimensão cósmica da encarnação, da inabitação do espírito da natureza e do panenteísmo, segundo o qual Deus está em tudo e tudo está em Deus.
Importa fazermos as pazes e não apenas uma trégua com a Terra. Cumpre refazermos uma aliança de fraternidade/sororidade e de respeito para com ela. E sentirmo-nos imbuídos do Espírito que tudo penetra e daquele Amor que, no dizer de Dante, move o céu, todas as estrelas e também nossos corações. Não cabe opormos as várias correntes da ecologia. Mas discernirmos como se complementam e em que medida nos ajudam a sermos um ser de relações, produtores de padrões de comportamentos que tenham como consequência a preservação e a potenciação do patrimônio formado ao longo de 15 bilhões de anos e que chegou até nós e que devemos passá-lo adiante dentro de um espírito sinergético e afinado com a grande sinfonia universal.
 

 
A palavra ECOLOGIA já foi ouvida por todos vocês, não foi? Desde a Rio-92 a mídia começou a usar essa palavra indiscriminadamente, virou moda, mas pouco foi explicado sobre o conceito dessa palavra.

A palavra Ecologia tem origem no grego ”oikos“, que significa casa, e “logos“, estudo, significando “O estudo da casa (Terra). Foi usada pela primeira vez em 1869, pelo cientista alemão Ernst Haeckel  para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
Hoje e Ecologia moderna se dividiu em várias vertentes, de acordo com o Teólogo ambientalista Leonardo Boff: ecologia ambiental, ecologia social, ecologia mental e integral. Abaixo o o conceito de cada uma das vertentes segundo Boff.

Ecologia ambiental se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.
Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Ecologia social -não quer apenas o meio ambiente, quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.
A ecologia social defende o desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.

Ecologia mental ou profunda sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.
Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.

Ecologia integral- parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Bom depois dessas informações não se pode mais dizer que Ecologia é apenas preservar a natureza. É muito mais abrangente. Pois tudo está interligado no Planeta.

Fonte: http://atitudesustentavel.com.br/ecocardiograma/2012/12/06/o-desafio-ambiental-de-se-colocar-em-pratica-as-4-ecologias/

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CEF 19 - Taguatinga Norte - Educação para a cidadania participativa

Educação para a cidadania participativa


6 de junho de 2013 | 17:54
Melhorar a compreensão da população em relação ao pagamento de tributos é um dos objetivos do programa nacional Educação Fiscal, que no Distrito Federal, nessa atual gestão, tem atuado a fim também de promover um controle social dos recursos públicos pelos cidadãos.


O programa alcança a sociedade como um todo, mas foca principalmente o ensino fundamental. Nesse sentido, a Secretaria de Fazenda promove um circuito lúdico educacional para os estudantes com diversas atividades: visita à secretaria, apresentação teatral abordando a importância dos tributos, passeio cívico pela cidade e ainda, visita à alfândega do Aeroporto Internacional de Brasília, além de outros projetos mais específicos desenvolvidos na rede pública de ensino.

Um desses projetos é o “Adote um parlamentar”, do professor e educador fiscal Davi Silva Fagundes, que hoje abarca não só o Poder Legislativo, como também o Poder Executivo. A ideia é que cada aluno acompanhe um gestor público, entre em contato com ele, e, assim, monitore o trabalho desenvolvido por parlamentares, ministros, secretários, entre outros. Para o professor, a importância do projeto está na cidadania participativa. “Isso contribui para que os recursos que são arrecadados pelo governo do DF e pelo Brasil atendam plenamente a condição de dignidade da pessoa humana onde nós vivemos”, explica.

A estudante Daniele Maria Costa, 15 anos, fez todo esse trabalho em torno do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para ela, esses contatos com o ministro e o acompanhamento da sua rotina mudaram bastante a vida dela porque, segundo a estudante, ela era desligada em relação à sua função como cidadã. “Esse trabalho fez a gente olhar o mundo lá fora, não ficar sentado e buscar as informação pra tentar fazer um mundo melhor”, revela.
Além da atuação mais próxima do ensino fundamental, o programa oferece o curso, gratuito e à distância, Disseminadores da Educação Fiscal. Inicialmente ele foi planejado para os professores da rede pública, mas hoje é aberto a todos os interessados. São oferecidos dois cursos por ano, um a cada semestre, com 400 vagas. O DF já conta com 2 mil alunos formados, isto é, 2 mil disseminadores fiscais. “O ganho é a mudança de comportamento do cidadão”, resume o coordenador regional do curso, Valcir Alves da Silva. Segundo Valcir, o curso é o “carro-chefe” do programa e permite que as pessoas fiquem mais atentas e despertem para cobrar mais das autoridades a aplicação dos recursos públicos.

Para mais informações sobre o Programa Educação Fiscal: consulte a página da Secretaria de Fazenda: http://www.fazenda.df.gov.br/hpfiscal/index.htm


Sucesso Sempre.
Att,
Prof Davi Silva Fagundes          Contato:  55  (061) 8453-0308 
Ambientalista - Educador Ambiental - Gestor de Recursos Hídricos
Projeto Adote um Parlamentar - Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Alunos do Centro de Ensino Fundamental 19 -Taguatinga Norte realizam a Conferência Infanto Juvenil

Por Davi Silva Fagundes

Os Alunos e Professores do Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, realizaram nesta quinta-feira (15/8) a sensibilização para a participação na IV Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente do Distrito Federal, trabalho coordenado pelo COD-DF (Comitê Organizador  Distrital da Conferência no DF  - Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - NEA - Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, que repassou todas as informações às Coordenações Regionais de Ensino no Distrito Federal.

Os Professores receberam todas as informações dos Coordenadores Locais da Regional de Ensino de Taguatinga em parceria com a Agenda 21 de Taguatinga, que é integrante do COD-DF.

A manhã foi agitada para todos. Os Professores informaram da importância da Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente para o Distrito Federal e o Brasil, que está na sua quarta edição. Passaram a sensibilizar os alunos na Oficina de Futuro, que levantou vários problemas existentes na Escola, na Comunidade de Taguatinga e no Brasil, apresentando soluções para os problemas apresentados na árvore desenhada por eles nas turmas.
Dentre os questionamentos apresentados, consta:
1. O que podemos fazer para superar os problemas e atingir os nossos sonhos?
2. O que posso fazer no âmbito escolar?
3. O que posso fazer com a ajuda do Estado / Sociedade Civil Organizada?
4. O que é função do Estado?

Algumas respostas:

(Aluna Brenda Aissa - 7º Ano A)
1. "Ser forte, pensar em coisas positivas e fazer tudo para dar certo;
2. Se você muda suas atitudes, a atitude dos outros serão mudadas a partir do seu comportamento.
3. Começar mudando coisas pequenas, até mudar coisas que vão fazer diferença na sociedade.
4. Ajudar a população a cuidar e transformar o Estado".

(Aluna Maria Beatriz - 7º Ano A)
1. "Enfrentar todos os problemas e atravessar os obstáculos.
2. Não destruir o patrimônio Escolar.
3. Organizar melhor o nosso País.
4. Fazer com que o País melhore cada vez mais"

Após as dinâmicas realizadas em sala de aula - Oficina de Futuro - os Professores passaram a identificar as lideranças juvenis para representarem as turmas e os projetos desenvolvidos na Escola pelos estudantes - Escola Sustentável.

Com a eleição realizada nas turmas, escolheu-se para representar o Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, os seguintes estudantes: Delegada Titular - Júlia Gonçalves de Oliveira da Silva e Delegado Suplente - Emerson Caetano Matos.

As ações dos Alunos e Professores com o desenvolvimento do Projeto Escola Sustentável, têm rendido frutos. Recentemente a Escola participou de gravação com o Canal E - Vitrine Pedagógica, falando dos desdobramentos do projeto e da Conferência Infanto Juvenil.
Algumas matérias podem ser acessadas nos links:
https://www.youtube.com/watch?v=XJzcT1oDqwk
https://www.facebook.com/cnijma.mec

O Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, conta hoje com as Comissões Permanentes de Qualidade de Vida e da Agenda 21 Escolar, que já iniciaram os seus trabalhos.






sábado, 3 de agosto de 2013

Resumo: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro

Em 1999, a Unesco solicitou ao filósofo francês Edgar Morin a sistematização de um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do século XXI.

Preparado a partir do trabalho conjunto de educadores em todo o mundo, o estudo resultou no livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, que critica as falhas da educação e propõe novos caminhos para a formação de jovens, futuros cidadãos do mundo. 

Os sete saberes indispensáveis enunciados por Morin são:


Evitar as cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão:
Como a percepção do mundo é sempre uma reconstrução, estamos todos sujeitos ao erro e a ilusão. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de perceber a realidade.


Os princípios do conhecimento pertinente:

É preciso ter uma visão capaz de perceber o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação, que podem fornecer sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
O contexto tem necessidade de seu próprio contexto. E o conhecimento, atualmente, deve se referir ao global.
Por exemplo, os acidentes locais têm repercussão sobre o conjunto e as ações do conjunto sobre os acidentes locais

Ensinar a condição humana:
É curioso que nossa identidade seja completamente ignorada pelos programas de instrução. Podemos perceber alguns aspectos do homem biológico em Biologia, alguns aspectos psicológicos em Psicologia, mas a realidade humana é indecifrável.
Somos indivíduos de uma sociedade e fazemos parte de uma espécie. Ao mesmo tempo em que fazemos parte de uma sociedade, temos a sociedade como parte de nós, pois desde o nosso nascimento a cultura nos imprime.
Nós somos de uma espécie, mas ao mesmo tempo a espécie está em nós e depende de nós. Portanto, o relacionamento entre indivíduo-sociedade-espécie é como a trindade divina, um dos termos gera o outro e um se encontra no outro. A realidade humana é trinitária.

Ensinar a compreensão:
A palavra compreender vem do latim, compreendere, que quer dizer: colocar junto todos os elementos de explicação, ou seja, não ter somente um elemento de explicação, mas diversos.
A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la.
Na realidade, isto está se agravando, já que o individualismo ganha um espaço cada vez maior. Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoísmo e que, consequentemente, alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo.
Por isso, é importante compreender não só os outros como a si mesmo, a necessidade de se autoexaminar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão.

Enfrentar as incertezas:
Apesar das escolas ensinarem somente as certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e incerteza, da microfísica às ciências humanas.
É necessário mostrar em todos os domínios, sobretudo na história, o surgimento do inesperado.
As duas guerras mundiais destruíram muito na primeira metade do século XX. Três grandes impérios da época, por exemplo, o romano-otomano, o austrohúngaro e o soviético, desapareceram.

Assim tem acontecido em todas as etapas da história. O inesperado aconteceu e acontecerá, porque não temos futuro e não temos certeza nenhuma dele. As previsões não foram concretizadas, não existe determinismo do progresso.

Ensinar a identidade terrena:
O fenômeno da globalização que estamos vivendo hoje – e começou, na verdade, no século XVI com a colonização da América e a interligação de toda a humanidade - é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou.
O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária.

É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só a complexidade dos problemas importantes do planeta, como a demografia, a escassez de alimentos, a bomba atômica ou a ecologia. Os problemas estão todos amarrados uns aos outros. É preciso mostrar que a humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.

 A ética do gênero humano:
Os problemas da moral e da ética diferem da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, de espécie.
Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropoética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.
Tudo deve estar integrado para permitir uma mudança de pensamento, isto é, para que transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para governantes.
E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos.
 
Fonte: http://educacaoparanos.blogspot.com.br/2013/01/resumo-os-sete-saberes-necessarios.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

 Visita do Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal no Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, rende exemplo e compromisso com a Educação do Distrito Federal


Entrevista com a Estudante do 6º Ano A - Letícia Noemy O. Barros, que recepcionou o Excelentíssimo Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal - Deputado Wasny de Roure, quando este visitou o Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte
01/082013

Professor Davi Silva Fagundes

Letícia, o que você achou da visita do Deputado Wasny de Roure - Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal no Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte?
R - Foi muito legal ele ter vindo aqui, para mostrar o respeito com a Escola. Teve ainda, muito respeito pelos Professores e Funcionários, conversando com todos. Ele se importa com a gente.

Professor Davi Silva Fagundes
O que representou a visita do Deputado Wasny de Roure para você?
R - Foi muito importante para mim, a visita dele na Escola. Ele é muito legal e aprendi muita coisa conversando com ele.

Professor Davi Silva Fagundes
O que você aprendeu com ele?
R - Aprendi que temos direito a uma Escola nova, porque nós precisamos de proteção do barulho que vem das outras turmas. Aprendi que podemos ter um telhado ecológico, que precisamos de uma nova quadra de esporte coberta; Que precisamos de mais atividades na hora do intervalo, porque o intervalo é muito violento.
Ele me ensinou que temos que lutar pelos nossos direitos; Que temos que estudar mais; Que o aluno não pode estragar as coisas na Escola; Temos que ter respeito com as pessoas do nosso mundo, para ter uma Cidade melhor e uma nova geração de Cidadãos com respeito e um melhor Distrito Federal.

Agradeço Letícia, as considerações que você apresentou, e vamos aguardar a confirmação do Gabinete do Deputado Wasny de Roure, para recepcioná-la, quando você irá acompanhar a agenda do Deputado na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Muito obrigada Professor por conhecer o Deputado.