sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Alunos do Centro de Ensino Fundamental 19 -Taguatinga Norte realizam a Conferência Infanto Juvenil

Por Davi Silva Fagundes

Os Alunos e Professores do Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, realizaram nesta quinta-feira (15/8) a sensibilização para a participação na IV Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente do Distrito Federal, trabalho coordenado pelo COD-DF (Comitê Organizador  Distrital da Conferência no DF  - Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - NEA - Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação, que repassou todas as informações às Coordenações Regionais de Ensino no Distrito Federal.

Os Professores receberam todas as informações dos Coordenadores Locais da Regional de Ensino de Taguatinga em parceria com a Agenda 21 de Taguatinga, que é integrante do COD-DF.

A manhã foi agitada para todos. Os Professores informaram da importância da Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente para o Distrito Federal e o Brasil, que está na sua quarta edição. Passaram a sensibilizar os alunos na Oficina de Futuro, que levantou vários problemas existentes na Escola, na Comunidade de Taguatinga e no Brasil, apresentando soluções para os problemas apresentados na árvore desenhada por eles nas turmas.
Dentre os questionamentos apresentados, consta:
1. O que podemos fazer para superar os problemas e atingir os nossos sonhos?
2. O que posso fazer no âmbito escolar?
3. O que posso fazer com a ajuda do Estado / Sociedade Civil Organizada?
4. O que é função do Estado?

Algumas respostas:

(Aluna Brenda Aissa - 7º Ano A)
1. "Ser forte, pensar em coisas positivas e fazer tudo para dar certo;
2. Se você muda suas atitudes, a atitude dos outros serão mudadas a partir do seu comportamento.
3. Começar mudando coisas pequenas, até mudar coisas que vão fazer diferença na sociedade.
4. Ajudar a população a cuidar e transformar o Estado".

(Aluna Maria Beatriz - 7º Ano A)
1. "Enfrentar todos os problemas e atravessar os obstáculos.
2. Não destruir o patrimônio Escolar.
3. Organizar melhor o nosso País.
4. Fazer com que o País melhore cada vez mais"

Após as dinâmicas realizadas em sala de aula - Oficina de Futuro - os Professores passaram a identificar as lideranças juvenis para representarem as turmas e os projetos desenvolvidos na Escola pelos estudantes - Escola Sustentável.

Com a eleição realizada nas turmas, escolheu-se para representar o Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, os seguintes estudantes: Delegada Titular - Júlia Gonçalves de Oliveira da Silva e Delegado Suplente - Emerson Caetano Matos.

As ações dos Alunos e Professores com o desenvolvimento do Projeto Escola Sustentável, têm rendido frutos. Recentemente a Escola participou de gravação com o Canal E - Vitrine Pedagógica, falando dos desdobramentos do projeto e da Conferência Infanto Juvenil.
Algumas matérias podem ser acessadas nos links:
https://www.youtube.com/watch?v=XJzcT1oDqwk
https://www.facebook.com/cnijma.mec

O Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, conta hoje com as Comissões Permanentes de Qualidade de Vida e da Agenda 21 Escolar, que já iniciaram os seus trabalhos.






sábado, 3 de agosto de 2013

Resumo: Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro

Em 1999, a Unesco solicitou ao filósofo francês Edgar Morin a sistematização de um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do século XXI.

Preparado a partir do trabalho conjunto de educadores em todo o mundo, o estudo resultou no livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, que critica as falhas da educação e propõe novos caminhos para a formação de jovens, futuros cidadãos do mundo. 

Os sete saberes indispensáveis enunciados por Morin são:


Evitar as cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão:
Como a percepção do mundo é sempre uma reconstrução, estamos todos sujeitos ao erro e a ilusão. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de perceber a realidade.


Os princípios do conhecimento pertinente:

É preciso ter uma visão capaz de perceber o conjunto. É necessário dizer que não é a quantidade de informações, nem a sofisticação, que podem fornecer sozinhas um conhecimento pertinente, mas sim a capacidade de colocar o conhecimento no contexto.
O contexto tem necessidade de seu próprio contexto. E o conhecimento, atualmente, deve se referir ao global.
Por exemplo, os acidentes locais têm repercussão sobre o conjunto e as ações do conjunto sobre os acidentes locais

Ensinar a condição humana:
É curioso que nossa identidade seja completamente ignorada pelos programas de instrução. Podemos perceber alguns aspectos do homem biológico em Biologia, alguns aspectos psicológicos em Psicologia, mas a realidade humana é indecifrável.
Somos indivíduos de uma sociedade e fazemos parte de uma espécie. Ao mesmo tempo em que fazemos parte de uma sociedade, temos a sociedade como parte de nós, pois desde o nosso nascimento a cultura nos imprime.
Nós somos de uma espécie, mas ao mesmo tempo a espécie está em nós e depende de nós. Portanto, o relacionamento entre indivíduo-sociedade-espécie é como a trindade divina, um dos termos gera o outro e um se encontra no outro. A realidade humana é trinitária.

Ensinar a compreensão:
A palavra compreender vem do latim, compreendere, que quer dizer: colocar junto todos os elementos de explicação, ou seja, não ter somente um elemento de explicação, mas diversos.
A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la.
Na realidade, isto está se agravando, já que o individualismo ganha um espaço cada vez maior. Estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de responsabilidade individual, que desenvolve o egocentrismo, o egoísmo e que, consequentemente, alimenta a autojustificação e a rejeição ao próximo.
Por isso, é importante compreender não só os outros como a si mesmo, a necessidade de se autoexaminar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão.

Enfrentar as incertezas:
Apesar das escolas ensinarem somente as certezas, como a gravitação de Newton e o eletromagnetismo, atualmente a ciência tem abandonado determinados elementos mecânicos para assimilar o jogo entre certeza e incerteza, da microfísica às ciências humanas.
É necessário mostrar em todos os domínios, sobretudo na história, o surgimento do inesperado.
As duas guerras mundiais destruíram muito na primeira metade do século XX. Três grandes impérios da época, por exemplo, o romano-otomano, o austrohúngaro e o soviético, desapareceram.

Assim tem acontecido em todas as etapas da história. O inesperado aconteceu e acontecerá, porque não temos futuro e não temos certeza nenhuma dele. As previsões não foram concretizadas, não existe determinismo do progresso.

Ensinar a identidade terrena:
O fenômeno da globalização que estamos vivendo hoje – e começou, na verdade, no século XVI com a colonização da América e a interligação de toda a humanidade - é um outro aspecto que o ensino ainda não tocou.
O crescimento da ameaça letal se expande em vez de diminuir: a ameaça nuclear, a ameaça ecológica, a degradação da vida planetária.

É necessário ensinar que não é suficiente reduzir a um só a complexidade dos problemas importantes do planeta, como a demografia, a escassez de alimentos, a bomba atômica ou a ecologia. Os problemas estão todos amarrados uns aos outros. É preciso mostrar que a humanidade vive agora uma comunidade de destino comum.

 A ética do gênero humano:
Os problemas da moral e da ética diferem da cultura e da natureza humana. Existe um aspecto individual, outro social e outro genético, de espécie.
Algo como uma trindade em que as terminações são ligadas: a antropoética. Cabe ao ser humano desenvolver, ao mesmo tempo, a ética e a autonomia pessoal (as nossas responsabilidades pessoais), além de desenvolver a participação social (as responsabilidades sociais), ou seja, a nossa participação no gênero humano, pois compartilhamos um destino comum.
Tudo deve estar integrado para permitir uma mudança de pensamento, isto é, para que transforme a concepção fragmentada e dividida do mundo, que impede a visão total da realidade. Essa visão fragmentada faz com que os problemas permaneçam invisíveis para muitos, principalmente para governantes.
E hoje que o planeta já está, ao mesmo tempo, unido e fragmentado, começa a se desenvolver uma ética do gênero humano, para que possamos superar esse estado de caos.
 
Fonte: http://educacaoparanos.blogspot.com.br/2013/01/resumo-os-sete-saberes-necessarios.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

 Visita do Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal no Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte, rende exemplo e compromisso com a Educação do Distrito Federal


Entrevista com a Estudante do 6º Ano A - Letícia Noemy O. Barros, que recepcionou o Excelentíssimo Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal - Deputado Wasny de Roure, quando este visitou o Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte
01/082013

Professor Davi Silva Fagundes

Letícia, o que você achou da visita do Deputado Wasny de Roure - Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal no Centro de Ensino Fundamental 19 - Taguatinga Norte?
R - Foi muito legal ele ter vindo aqui, para mostrar o respeito com a Escola. Teve ainda, muito respeito pelos Professores e Funcionários, conversando com todos. Ele se importa com a gente.

Professor Davi Silva Fagundes
O que representou a visita do Deputado Wasny de Roure para você?
R - Foi muito importante para mim, a visita dele na Escola. Ele é muito legal e aprendi muita coisa conversando com ele.

Professor Davi Silva Fagundes
O que você aprendeu com ele?
R - Aprendi que temos direito a uma Escola nova, porque nós precisamos de proteção do barulho que vem das outras turmas. Aprendi que podemos ter um telhado ecológico, que precisamos de uma nova quadra de esporte coberta; Que precisamos de mais atividades na hora do intervalo, porque o intervalo é muito violento.
Ele me ensinou que temos que lutar pelos nossos direitos; Que temos que estudar mais; Que o aluno não pode estragar as coisas na Escola; Temos que ter respeito com as pessoas do nosso mundo, para ter uma Cidade melhor e uma nova geração de Cidadãos com respeito e um melhor Distrito Federal.

Agradeço Letícia, as considerações que você apresentou, e vamos aguardar a confirmação do Gabinete do Deputado Wasny de Roure, para recepcioná-la, quando você irá acompanhar a agenda do Deputado na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Muito obrigada Professor por conhecer o Deputado.




quarta-feira, 31 de julho de 2013


  • Capitalismo e destrutividade do meio ambiente    

 
A poluição do ar está tirando, no norte da China, quase seis anos de vida das pessoas! Estudo feito por especialistas chineses, americanos e israelenses mostra o criminoso legado de uma política econômica desastrada que distribuiu carvão de graça para o aquecimento residencial. Isso provocou doenças cardíacas e respiratórias em 500 milhões de pessoas do norte do país, cujas vidas estão sendo encurtadas, em comparação com as pessoas do sul (Valor Econômico de 09/07/13, pág. A9). Claro que também muitas vidas foram salvas ao evitar o frio do inverno. Mas o progresso e o crescimento econômico devem ser pensados para o bem da humanidade, não para a sua destruição. 
Se um sujeito desfere um tiro e mata outra pessoa, não em legítima defesa, é tido como criminoso. E por que não dizer que é criminoso quem mata outras pessoas como decorrência de uma atividade econômica ou de um produto? Não podemos mais, em pleno século 21, aceitar a destruição do nosso planeta, sobretudo quando produto de um capitalismo egoísta e aético. Para além de criador de oportunidades e de avanços, o modelo capitalista neoliberal e neoescravagista também se caracteriza pela injustiça e pela destrutividade. 
A impaciência com as instituições políticas que governam o planeta bem como os sinais mais do que evidentes de exaustão da economia de mercado livre, sobretudo depois da crise financeira de 2008, nos EUA (sub-prime), recheada de condutas escandalosamente ilícitas, conduzem à elaboração de uma mudança profunda, mesmo porque não se pode ignorar que a base de sustentação da acumulação primitiva do capital é também a destruição de tudo quanto diz respeito à vida: destrutividade da natureza (do meio ambiente), do emprego (o Brasil, nesse item, ainda é uma das raras exceções, mas já caminha para o sinal amarelo, com os números de maio de 2013), da segurança e, acima de tudo, de muitos seres humanos que se transformaram em “lixo” (consoante Bauman). 
A deteriorização do meio ambiente e a ameaça à sustentabilidade, como enfatiza Amartya Sen (Desarrollo y crisis global, págs. 52 e ss.), são adversidades compartilhadas que o mundo tem que enfrentar de maneira coletiva. “A cegueira da economia de mercado em relação às preocupações ecológicas foi identificada por muitos como uma causa importante de preocupação no momento de avaliar as perspectivas futuras”. A destruição do meio ambiente, concluiu o autor citado, requer um enfoque global e não uma análise contratualista limitada a um estado soberano. Necessitamos, nessa área, de um acordo institucional internacional. Há uma série de assuntos, no mundo globalizado, que fogem da esfera privada de cada soberania. Além da sustentabilidade do meio ambiente, o tema das drogas se insere nesse rol.
 Temos capacidade para transformar o meio em que vivemos (a biosfera), podendo conduzir nosso comportamento tanto para seu aprimoramento como para sua destruição (somos um “homo faber”, ou seja, fabricamos nossa realidade). Nós é que fazemos nossas eleições, dentro de certas circunstâncias. De qualquer modo, o mundo que criamos também nos recria. Inventamos a internet, e hoje é ela que nos reinventa diariamente. Sendo assim, se inventamos algo aético (ou cujo uso seja aético), ele se volta contra nós dessa mesma maneira. Também a técnica não é um mundo alheio à moral (e à ética), como enfatiza fortemente Carlos París (Ética radical). 
Nós interagimos com a natureza, com a tecnologia, com os animais e com os seres humanos. E não podemos fazer isso de forma irresponsável. Respeito ao próximo tem hoje o significado de respeito a tudo que nos cerca vitalmente (tudo e todos). Fala-se aqui em “dilatação das nossas responsabilidades,ou  seja,danossaética”(C. París).                                                                                            FONTE  http://www.jb.com.br/sociedade-aberta                           

Conselho discute propostas para a Conferência Municipal do Meio Ambiente

A reunião acontece nesta quarta-feira, 31, às 19 horas, na Câmara Municipal do Guarujá

Assessoria de Comunicação
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) realiza a segunda reunião ordinária de 2013, nesta quarta-feira (31), a partir das 19 horas, na Câmara Municipal de Guarujá, localizada na Avenida Leomil, 291, no Centro.
O órgão convoca todos os conselheiros e convida associações e entidades para participar da discussão de propostas que serão apresentadas na Conferência Municipal do Meio Ambiente, quando também serão indicados os candidatos a delegados na Estadual.
Todos membros do Condema são candidatos natos. A eleição dos delegados acontece neste sábado (3), durante a Conferencia Municipal, que será realizada na Escola Dirce Valério Gracia, localizada na Avenida Don Pedro, 340, das 8 às 17 horas. Os delegados escolhidos participarão da Conferência Metropolitana, que será realiza dias 16 e 17 de setembro, no Campus Don Idílio da Universidade Católica de Santos (Unisantos). Os eleitos também participarão da Conferência Estadual, que será realizada na capital.
As Conferências de Meio Ambiente tem por objetivo promover o debate sobre a política nacional de resíduos sólidos e deliberar propostas para a Conferência Nacional, que será realizada de 24 a 27 de outubro, em Brasília.
O tema central Resíduos Sólidos será dividido em quatro eixos temáticos: produção e consumo sustentável; redução de impactos ambientais; geração de emprego, trabalho e renda e educação ambiental.

A responsabilidade desta matéria é da prefeitura de Guarujá.                                               FONTE WWW.DIARIODOLITORAL.COM.BR

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Diabetes cada vez mais cedo No Brasil, existem 13 milhões de diabéticos. 
Apesar disso, a população desconhece a doença. Metade não recebeu o diagnóstico. Outra realidade preocupa: é crescente o número de casos em crianças e jovens

Gláucia Chaves
Publicação: 21/07/2013 08:00 Atualização: 20/07/2013 22:02

 (Janine Moraes/CB/D.A Press)

Por vezes, a saúde quebra paradigmas. É comum que uma pessoa na terceira idade não esteja com o organismo funcionando a todo vapor, por exemplo. Muito se escuta, porém, sobre como os idosos estão ativos hoje em dia. Da mesma maneira, uma criança e um adolescente têm funções fisiológicas perfeitas, vitalidade, robustez. Acontece que, cada vez mais, doenças atribuídas aos mais velhos, como a diabetes, fazem parte da rotina infantil. Embora o Ministério da Saúde não tenha números oficiais sobre a incidência de diabetes nessa faixa etária no país, muitos estudos acadêmicos já mostram que a doença atinge pacientes cada vez mais jovens. Outro detalhe preocupante é que, de acordo com outros estudos, a diabetes ainda é subestimada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), 13 milhões de brasileiros têm diabetes, mas podem não saber disso: metade dos que já desenvolveram o distúrbio não conhece o diagnóstico.

Muitos desconhecem os principais sintomas e, principalmente, o real alcance da enfermidade. Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Ipsos em maio deste ano mostrou que 10% da população brasileira fazem parte de um grupo de risco para o diabetes. Desses, 60% não têm ideia de que têm muitas chances de adoecer. E o mais alarmante: dos que estão na iminência de ficarem diabéticos e não sabem disso, 73% considera nada ou pouco provável ter a doença em algum momento da vida. Talvez os números reflitam um certo desconhecimento sobre os pormenores do problema, já que 41% associaram o mal à velhice. É um erro. O número de casos é crescente em jovens, como Luís Eduardo, 23 anos, e em crianças.

Luís foi diagnosticado aos 12 anos, porém os sintomas apareceram alguns anos antes. Aos 9 anos, tinha a alimentação desregrada, quase exclusivamente composta por doces. Frutas e verduras, claro, não faziam parte do cardápio. Exercícios físicos também não eram muito a praia de Luís. Aos 11 anos, ele começou a jogar basquete, para tentar perder todo o sobrepeso que adquiriu com a rotina preguiçosa. "Perdi peso muito rapidamente nessa época", relembra. O emagrecimento foi tão rápido que parecia suspeito. Quem viu primeiro que o menino andava "esquisito" foi a avó. "Eu estava muito enfatigado, desidratado, acordando muitas vezes à noite para fazer xixi", enumera o estudante. "Sempre muito cansado, e todos relacionavam isso ao basquete."

Após uma tarde na casa da avó, se empanturrando de doces e guloseimas, ela aconselhou aos pais de Luís que talvez fosse melhor levá-lo ao médico. Luís fez um exame de sangue e foi mandado de volta para casa. "Cheguei e tomei um copo de leite com chocolate quente, para poder dormir mais facilmente", conta. "Só me lembro de apagar e acordar no hospital." De madrugada, os médicos ligaram para a família para revelar o resultado do exame: a glicemia de Luís estava em 600 miligramas de açúcar por decilítro de sangue (mg/dL). Uma pessoa saudável, em jejum de oito horas, apresenta nível glicêmico igual ou inferior a 99. "Isso tudo sem contar o leite com chocolate", completa. "Passei um mês internado, me reidratando e me adaptando aos novos padrões alimentares e à insulina."

A partir desse dia, tudo mudou. Dentro de casa, os pais, que também não conheciam a diabetes a fundo, também procuraram se adaptar. O açúcar do suco e do café foi substituído por adoçante, refrigerantes normais trocados pela versão diet e as sobremesas incrementadas feitas pela avó foram inovadas com aspartame. "Você tem que mudar muita coisa. Mas precisa mudar exatamente porque os padrões que você vai adquirindo é que não são compatíveis com uma vida saudável", analisa Luís. "Você é forçado a levar uma vida que todos deveriam levar." A doença, inclusive, serviu como inspiração para a escolha da futura profissão. Hoje estudante de nutrição da UnB, Luís quer usar seus conhecimentos para ajudar pessoas que passam pelo mesmo problema. "Ver meu pai buscando informações para me ajudar foi muito motivador", explica.

Leia a reportagem completa na edição nº 427 da Revista do Correio.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2013/07/21/interna_revista_correio,377771/diabetes-cada-vez-mais-cedo.shtml

quinta-feira, 18 de julho de 2013

17/04/2013
Portas Abertas à Cidadania em Encontro Internacional de Educação Fiscal

O Grupo de Educação Fiscal do Distrito Federal (GEF/DF) apresentou na manhã desta quarta-feira (17/10) o projeto Portas Abertas à Cidadania, voltado à crianças do 5° e 6° ano do Ensino Fundamental das escolas públicas do Distrito Federal, durante o I Encontro Internacional de Intercâmbio Técnico em Educação Fiscal, iniciado ontem e que segue até sexta-feira (19/04) na Escola de Administração Fazendária (ESAF). 
Criado em parceria entre as secretarias de Fazenda e de Educação, o Portas Abertas à Cidadania tem o objetivo de disseminar conceitos sobre a importância dos tributos e seu papel em nossa sociedade, além de temas transversais à ética e cidadania.
 
“É importante demonstrar aos Estados e países participantes do evento o trabalho que vem sendo feito pelo Grupo de Educação Fiscal daqui. O projeto vem dando bastante resultados e superando as expectativas”, comentou a subsecretária de Administração Geral da Fazenda, Eunice de Oliveira Ferreira Santos.
 
Eunice defendeu a importância da nova geração de brasileiros vivenciarem a política tributária que irá colaborar diretamente para ajudar a construir a formação dos jovens cidadãos. “É essencial que os participantes do projeto entendam para que serve o dinheiro arrecadado com os impostos e descobrir que exercer a cidadania é muito mais que pedir nota fiscal”, acrescentou.
 
Por conta do engajamento alcançado junto às escolas do DF, a partir de maio o Portas Abertas à Cidadania irá ser expandido por meio de parceria com o Banco Regional de Brasília (BRB), informou Eunice “Após esse convênio será possível levar conhecimentos tributários e de cidadania a mais de 30 mil alunos por ano”, informa Eunice.
 
Participantes do Encontro
 
Promovido pela ESAF, em parceria com o Ministério da Fazenda de El Salvador e o Eurosocial (Programa de Cooperação Técnica entre a União Européia e a América Latina), o encontro pretende promover o intercâmbio de conhecimentos entre os países e estados participantes, além de apoiar reformas nas instituições e nas políticas públicas que tratam da Educação Fiscal.
 
Além do Brasil e de El Salvador participam Costa Rica, Paraguai, Chile, Bolívia, México, Equador, Uruguai, Guatemala, Peru e Honduras.
 


                     Imagens gentilmente cedidas do acervo fotográfico do Prof Davi Silva Fagundes